Pena de pomba na calçada. Choquei-me.
Uma célula morta nunca causou tanto desconforto a alguém.
A dona partiu sem avisar, deixando esse quase sentimento abandonado em pura pluma.
De repente, incômodos avoam de dentro de mim e pousam no meu ombro.
Me obrigam a repensar os últimos minutos, dias, meses... Nem sei mais...
Faz tempo que não consigo contar o tempo direito...
Não importa.
Um dia ainda tiro o sobre do meu viver.
E deixo a pena cair de mim, como se eu fosse pomba levantando voo.
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sábado, 3 de agosto de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Tempero
Hoje.
Um tempo em que o tempo não conta.
Em que ninguém conta o tempo.
Em que nada que importa é número de se contar.
No manifesto das mentes vazias, que acharam algo para completá-las.
No manifesto do que foi modificado no telefone wireless.
Na humanidade manifesta...
Um andar sem compasso em uma trilha sonora.
Um sonoro passo numa vida descompassada.
Uma tosse.
Amanhã.
Um ontem em tempo real nutre o dia.
O dia que nutre o amanhã irreal.
Ninguém vive nele e é lá que todos vivem.
Um suspiro.
Ontem.
Poucos lembram dos microtempos que ele nos deu de vida.
De vida que acontecia, mas só vivida para depois.
Prelúdio de amanhã, resquício perdido de hoje, em eterno destempero do tempo.
Uma vida.
Sempre depois. Sempre antes. Sempre desagora.
Ah... o agora...
Um tempo em que o tempo não conta.
Em que ninguém conta o tempo.
Em que nada que importa é número de se contar.
No manifesto das mentes vazias, que acharam algo para completá-las.
No manifesto do que foi modificado no telefone wireless.
Na humanidade manifesta...
Um andar sem compasso em uma trilha sonora.
Um sonoro passo numa vida descompassada.
Uma tosse.
Amanhã.
Um ontem em tempo real nutre o dia.
O dia que nutre o amanhã irreal.
Ninguém vive nele e é lá que todos vivem.
Um suspiro.
Ontem.
Poucos lembram dos microtempos que ele nos deu de vida.
De vida que acontecia, mas só vivida para depois.
Prelúdio de amanhã, resquício perdido de hoje, em eterno destempero do tempo.
Uma vida.
Sempre depois. Sempre antes. Sempre desagora.
Ah... o agora...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Não era
Não era, você sabe.
Algumas ilusões tem intensidade temporal enorme em uma noite.
É muito romantismo da minha parte acreditar em tão pouco tempo.
É facilidade cicatrizante que me permite te afastar.
Já foram e serão tantos outros.
Não pense que só porque me incomodou, causou efeito.
O calor me incomoda e é passível de melhora a cada chuva que cai.
Cada um tem o que merece.
E quer saber?
O que me espera, nem imagino.
Algumas ilusões tem intensidade temporal enorme em uma noite.
É muito romantismo da minha parte acreditar em tão pouco tempo.
É facilidade cicatrizante que me permite te afastar.
Já foram e serão tantos outros.
Não pense que só porque me incomodou, causou efeito.
O calor me incomoda e é passível de melhora a cada chuva que cai.
Cada um tem o que merece.
E quer saber?
O que me espera, nem imagino.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ventania
Outro dia soltei no vento todas as feras que me faziam mal.
Os leões sem coragem e os cachorros indóceis foram os primeiros.
Daí então, comecei a limpar o espaço dentro de mim.
Cada prateleira está sendo espanada, o próximo passo é o descarte e a organização.
De pouquinho em muito, vou descobrir o que deve ficar dentro e convidar o resto a ficar fora.
Que eu compreenda o espaço e a função do tempo.
No meio, tudo será breve.
Os leões sem coragem e os cachorros indóceis foram os primeiros.
Daí então, comecei a limpar o espaço dentro de mim.
Cada prateleira está sendo espanada, o próximo passo é o descarte e a organização.
De pouquinho em muito, vou descobrir o que deve ficar dentro e convidar o resto a ficar fora.
Que eu compreenda o espaço e a função do tempo.
No meio, tudo será breve.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Azuis
Um dia eu escrevi uma música que contava a história de um amor.
Dizia que amores são sempre possíveis, nas janelas invisíveis do céu entre nós.
E pensar que tudo começou porque conversamos tantas madrugadas, explicando nossas linhas.
Linhas do teto, da mão, linhas de raciocínio e expressão, sem rimar.
Desvendamos lágrimas, dúvidas e sonhos.
Uma tarde realizada em uma experiência tão intensa de alma, que foi para os dois.
Enquanto isso a linha do tempo cruzou a nossa e a vida foi acontecendo.
As linhas foram dando nós, tanto que narrei um lado teu no meu sonho e deu medo.
Restou uma canção descoberta em mim pelo outro, que virou a sua previsão.
Combinamos que seria assim.
Outra tarde aconteceu e depois do dia, veio uma noite.
Mas foi o destino outro...
Em uma experiência tão boa que só uma foto poderia contar.
A música que fiz nunca foi.
Como havia me dito uma vez: "você é intensa e intenção".
Também confesso que aconteceu assim o final:
Minutos de céu, que serão exatamente minutos de céu e fim.
"- A vida só se dá pra quem se deu
- Continuo com aquele mar sobre a minha cabeça
- E eu com ele dentro de mim"
Fomos azuis, desde o clarinho até o blues.
Dizia que amores são sempre possíveis, nas janelas invisíveis do céu entre nós.
E pensar que tudo começou porque conversamos tantas madrugadas, explicando nossas linhas.
Linhas do teto, da mão, linhas de raciocínio e expressão, sem rimar.
Desvendamos lágrimas, dúvidas e sonhos.
Uma tarde realizada em uma experiência tão intensa de alma, que foi para os dois.
Enquanto isso a linha do tempo cruzou a nossa e a vida foi acontecendo.
As linhas foram dando nós, tanto que narrei um lado teu no meu sonho e deu medo.
Restou uma canção descoberta em mim pelo outro, que virou a sua previsão.
Combinamos que seria assim.
Outra tarde aconteceu e depois do dia, veio uma noite.
Mas foi o destino outro...
Em uma experiência tão boa que só uma foto poderia contar.
A música que fiz nunca foi.
Como havia me dito uma vez: "você é intensa e intenção".
Também confesso que aconteceu assim o final:
Minutos de céu, que serão exatamente minutos de céu e fim.
"- A vida só se dá pra quem se deu
- Continuo com aquele mar sobre a minha cabeça
- E eu com ele dentro de mim"
Fomos azuis, desde o clarinho até o blues.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
vive la vie
Já vivi tantos “pra sempre” que a eternidade me é óbvia.
O que me amedronta é o estagnar. Será que realmente estamos como, onde e porquê deveríamos?
Se estivéssemos, o tempo seria compositor de nossa melodia pessoal aonde não precisaríamos ser contínuos, nem tão pouco previsíveis.
E gostaria que a diferença entre a atração e o amor vivesse em cada movimento impreciso de se existir.
O sigilo de um silêncio com a nossa alma, em um mutum freestyle regeria qualquer pensamento precedente de ação.
E se o tempo bastasse, não haveria lembranças nem cicatrizes, só cabelos brancos e o agora.
O que me amedronta é o estagnar. Será que realmente estamos como, onde e porquê deveríamos?
Se estivéssemos, o tempo seria compositor de nossa melodia pessoal aonde não precisaríamos ser contínuos, nem tão pouco previsíveis.
E gostaria que a diferença entre a atração e o amor vivesse em cada movimento impreciso de se existir.
O sigilo de um silêncio com a nossa alma, em um mutum freestyle regeria qualquer pensamento precedente de ação.
E se o tempo bastasse, não haveria lembranças nem cicatrizes, só cabelos brancos e o agora.
Marcadores:
eternidade,
pra sempre,
tempo
terça-feira, 20 de outubro de 2009
and
é que às vezes me dá medo.
aí misturados a ele ficam a saudade e o cansaço.
não consigo mais fechar os olhos, talvez fosse mais fácil não dormir, ou dormir de vez.
é, hoje eu estou saudosa...
do tempo em que tudo era mais dúvida e menos desilusão.
restless and alone.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
hypomnemata
o tamanho da minha saudade é a vontade de não voltar.
queria perder a cabeça de amor de novo.
o tempo é mais sábio que a solidão.
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tempo
domingo, 7 de junho de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Reparos
Já me disseram para parar de sonhar.
Mas qual é a graça de viver sem esperar?
Qual o sentido de ver o cru de cada um?
Já me disseram para deixar de ser boazinha
Talvez eu deveria.
Me chamaram de ingênua, pura e, disfarçadamente, de boba.
Acho que não é bem assim, eu só acredito.
Minha essência é a razão de sentir.
Sentir a verdade de mim,
mesmo que disfarçada de ti,
mesmo que mentira torta
de não estar pronta para o que há de melhor por vir
Às vezes preciso de um tempo para mim
Parada?
Não.
Em reparos, eu diria.
Mas qual é a graça de viver sem esperar?
Qual o sentido de ver o cru de cada um?
Já me disseram para deixar de ser boazinha
Talvez eu deveria.
Me chamaram de ingênua, pura e, disfarçadamente, de boba.
Acho que não é bem assim, eu só acredito.
Minha essência é a razão de sentir.
Sentir a verdade de mim,
mesmo que disfarçada de ti,
mesmo que mentira torta
de não estar pronta para o que há de melhor por vir
Às vezes preciso de um tempo para mim
Parada?
Não.
Em reparos, eu diria.
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