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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sorriso preso na moldura

E diziam que o outro dom dela era fazer quem estava perto feliz.
Tão fácil transformar uma palavra em som de riso.
Mesmo que cada gargalhada a deixasse mais bonita, não a fazia.

Era daquelas que ainda acreditava.
Das que não volta logo e que nunca vai embora.
Já tinha amado muito.

Só tenho uma instrução:
Não a espante com o seu medo de ser feliz

E ainda viria o sol despontando em um amanhã renascido.
Ela sabia a estrada, faltava fazer as malas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Azuis

Um dia eu escrevi uma música que contava a história de um amor.
Dizia que amores são sempre possíveis, nas janelas invisíveis do céu entre nós.

E pensar que tudo começou porque conversamos tantas madrugadas, explicando nossas linhas.
Linhas do teto, da mão, linhas de raciocínio e expressão, sem rimar.
Desvendamos lágrimas, dúvidas e sonhos.
Uma tarde realizada em uma experiência tão intensa de alma, que foi para os dois.

Enquanto isso a linha do tempo cruzou a nossa e a vida foi acontecendo.
As linhas foram dando nós, tanto que narrei um lado teu no meu sonho e deu medo.
Restou uma canção descoberta em mim pelo outro, que virou a sua previsão.
Combinamos que seria assim.

Outra tarde aconteceu e depois do dia, veio uma noite.
Mas foi o destino outro...
Em uma experiência tão boa que só uma foto poderia contar.

A música que fiz nunca foi.
Como havia me dito uma vez: "você é intensa e intenção".
Também confesso que aconteceu assim o final:
Minutos de céu, que serão exatamente minutos de céu e fim.

"- A vida só se dá pra quem se deu
 - Continuo com aquele mar sobre a minha cabeça
 - E eu com ele dentro de mim"

Fomos azuis, desde o clarinho até o blues.