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terça-feira, 25 de junho de 2013

Tempero

Hoje.

Um tempo em que o tempo não conta.
Em que ninguém conta o tempo.
Em que nada que importa é número de se contar.

No manifesto das mentes vazias, que acharam algo para completá-las.
No manifesto do que foi modificado no telefone wireless.
Na humanidade manifesta...

Um andar sem compasso em uma trilha sonora.
Um sonoro passo numa vida descompassada.
Uma tosse.

Amanhã.

Um ontem em tempo real nutre o dia.
O dia que nutre o amanhã irreal.
Ninguém vive nele e é lá que todos vivem.

Um suspiro.

Ontem.

Poucos lembram dos microtempos que ele nos deu de vida.
De vida que acontecia, mas só vivida para depois.
Prelúdio de amanhã, resquício perdido de hoje, em eterno destempero do tempo.

Uma vida.
Sempre depois. Sempre antes. Sempre desagora.

Ah... o agora...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nó na cabeça e peso na garganta.


Foi essa sensação que tive ao abrir os olhos pela manhã.

Como se os incômodos trocassem de lugar para se renovarem em me alcançar.

Que vontade de viver o sonho, de voar bem longe, de encontrar aquele.

Secretamente me insinuo entre palavras ambíguas para não ter que enfrentar o que me cerca.

Eu tenho medo do amor, será que é fuga ou defesa?

Eu desejo o amor, será que é intenso ou intenção?

Giros de 360° são entorpecentes visões do que é o agora e eu não quero mais observar, quero interagir.

Quero acrisolar o hoje, protestar o ontem e intuir o amanhã.

Achei que me conhecia o suficiente para não queimar os dedos em algo que com certeza está quente.

Me enganei.