Não tenho conseguido expressar as ideias mais ligadas a mim.
No entendimento da estrada e na tradução infiel do que se passa, tenho ficado à deriva.
Li, em algum lugar, que temos a natureza de lutar contra a transformação dos pés em raízes. E acho que agora comecei a desvendar o porquê algumas pessoas não ficam. Vai ver elas seguem essa natureza que eu me recusava a perceber...
Que não pertencemos eu já sabia, mas que não ficamos... isso é novo.
Então tenho que aparar minhas raízes, principalmente as mais profundas, bem no fundinho da terra, aquelas que trazem a tal da "seiva bruta".
Mas eu acho que a raiz de uma árvore, não tira sua liberdade.
Podemos sentir o vento e imaginar voos altos, mesmo fincados ao chão.
É o amor que nos flutua.
E já que não pertencemos, não nos prendemos, não estagnamos, é só uma escolha entre um e outros.
Uma escolha entre sonhar de olhos abertos e de olhos fechados.
Uma escolha que pode ser desescolhida.
Mesmo assim, vou tentar aparar as ideias e me desvencilhar das raízes.
E não é que as palavras são raízes?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
vive la vie
Já vivi tantos “pra sempre” que a eternidade me é óbvia.
O que me amedronta é o estagnar. Será que realmente estamos como, onde e porquê deveríamos?
Se estivéssemos, o tempo seria compositor de nossa melodia pessoal aonde não precisaríamos ser contínuos, nem tão pouco previsíveis.
E gostaria que a diferença entre a atração e o amor vivesse em cada movimento impreciso de se existir.
O sigilo de um silêncio com a nossa alma, em um mutum freestyle regeria qualquer pensamento precedente de ação.
E se o tempo bastasse, não haveria lembranças nem cicatrizes, só cabelos brancos e o agora.
O que me amedronta é o estagnar. Será que realmente estamos como, onde e porquê deveríamos?
Se estivéssemos, o tempo seria compositor de nossa melodia pessoal aonde não precisaríamos ser contínuos, nem tão pouco previsíveis.
E gostaria que a diferença entre a atração e o amor vivesse em cada movimento impreciso de se existir.
O sigilo de um silêncio com a nossa alma, em um mutum freestyle regeria qualquer pensamento precedente de ação.
E se o tempo bastasse, não haveria lembranças nem cicatrizes, só cabelos brancos e o agora.
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pra sempre,
tempo
terça-feira, 6 de abril de 2010
E se eu te disser que...
Hoje lembrei de você. Provavelmente porque o mesmo aconteceu no sábado.
Não sei por que lembrei no sábado, pode ser porque era sábado, porque estava em São Paulo ou porque vi uma foto sua. Ou tudo isso aconteceu porque você visitou minha mente.
Eu vejo tanta paz na sua vida agora.
Talvez fosse o momento de nos encontrarmos em outro nível de entendimento e vejo que realmente talvez só nos enxergaremos por completo quando cumprirmos a sua previsão.
Aquela previsão do show na França e exposição na Espanha... quando mandaremos cartões-postais da Itália para os nossos queridos contando o quanto somos felizes.
Será que imaginamos tudo tão intensamente e antes de acontecer, que acabou dando-se por concluída a nossa história? Será que pelo simples fato de estar em nossas mentes, já sucedeu?
Se for para acontecer, que venham os anos, as rugas e os dois filhos que você vai ter para que possamos ser.
Que os buracos nos levem a tropeços, começos e finais.
Todas as nossas conversas me fazem sorrir, ao tê-las e ao revê-las.
Principalmente aquelas em que o céu é o mar envolto por bossa nova.
Como é bom lembrar.
Ah, como é bom lembrar.
Não sei por que lembrei no sábado, pode ser porque era sábado, porque estava em São Paulo ou porque vi uma foto sua. Ou tudo isso aconteceu porque você visitou minha mente.
Eu vejo tanta paz na sua vida agora.
Talvez fosse o momento de nos encontrarmos em outro nível de entendimento e vejo que realmente talvez só nos enxergaremos por completo quando cumprirmos a sua previsão.
Aquela previsão do show na França e exposição na Espanha... quando mandaremos cartões-postais da Itália para os nossos queridos contando o quanto somos felizes.
Será que imaginamos tudo tão intensamente e antes de acontecer, que acabou dando-se por concluída a nossa história? Será que pelo simples fato de estar em nossas mentes, já sucedeu?
Se for para acontecer, que venham os anos, as rugas e os dois filhos que você vai ter para que possamos ser.
Que os buracos nos levem a tropeços, começos e finais.
Todas as nossas conversas me fazem sorrir, ao tê-las e ao revê-las.
Principalmente aquelas em que o céu é o mar envolto por bossa nova.
Como é bom lembrar.
Ah, como é bom lembrar.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
amor e escova de dentes
que no fundo desejamos:
um amor daquele que é quase tudo que sonhamos.
um quase tão necessário pra manter nossos sonhos ativos que se torna parte inseparável da vida.
que seu escudo seja outro do que a incapacidade de amar.
e num grito de desacreditar, revolto sua incapacidade com falta de vontade.
pelo menos as minhas dívidas não são morais e minhas dúvidas só existenciais.
fique tranquilo; eu vou lembrar de te esquecer antes mesmo de escovar os dentes.
um amor daquele que é quase tudo que sonhamos.
um quase tão necessário pra manter nossos sonhos ativos que se torna parte inseparável da vida.
que seu escudo seja outro do que a incapacidade de amar.
e num grito de desacreditar, revolto sua incapacidade com falta de vontade.
pelo menos as minhas dívidas não são morais e minhas dúvidas só existenciais.
fique tranquilo; eu vou lembrar de te esquecer antes mesmo de escovar os dentes.
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