No carro que passa, na luz que apaga, no vento que mexe meus cabelos para o lado errado, nas estrelas a muitas luzes de distância, no que esqueço de lembrar e no que lembro de esquecer. Nesses lugares habitam sinais e respostas a serem construídas a partir de pedaços do outro em mim.
(Des)organizando o inconsciente, fertilizando sementes exóticas no que vejo, construindo expressões nos vincos de outras faces, vivo faminta por interpretações. Mesmo que não haja indícios, vou achar um significado para a sua desintenção, para a sua expiração, para o meu desejo de que a nossa vida tenha mais sentido do que razão.
Entendo a falta de significado como incompreensão. O que não pode ser dito ou lembrado, assim está por escolhas que não podemos alcançar. O despertar de uma intenção é sempre plural, entre esquinas e pontes, acertando passos e passados. Não é manobra fácil ou obra da solidão, pois até o silêncio é permitido em conjunto.
Sinais que vejo são declarações do nosso inalcançável íntimo, intimações do nosso subconsciente para vermos aonde podemos parar ou seguir no caminho, pontos que nunca são finais, apenas interrupções e atravessamentos.
Indícios, vestígios, rastros, traços. Representações, recordações ou presságios. Vêm de nós e são para nós, apenas sinais. Vitais.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
sábado, 27 de junho de 2015
Louca
Eu sou a louca que canta e dança no meio da rua, sozinha, fingindo tocar algum instrumento. Eu sou a louca que conversa e manda beijos pra todos os cachorros e gatos do caminho.
Não tenho medo do ridículo.
Eu sou aquela que anda à noite pelas ruas sem medo, pois sei que nem em ambientes com vigilância estamos seguros. Eu não tenho medo do outro que cruza meu caminho, perdido na rua.
Tenho medo dos perdidos da vida.
E de me tornar um deles.
Não tenho medo do ridículo.
Eu sou aquela que anda à noite pelas ruas sem medo, pois sei que nem em ambientes com vigilância estamos seguros. Eu não tenho medo do outro que cruza meu caminho, perdido na rua.
Tenho medo dos perdidos da vida.
E de me tornar um deles.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Ah, cara
Ah, cara, eu poderia te amar tanto.
E sei que você me amaria também. Cada um do seu jeito.
Mas talvez você faça parte dos tipos de gente que gosta de falar de amor, mas não de vivê-lo.
Das gentes que adoram ler, ouvir, cantar, escrever, resenhar, gritar o amor, mas que não querem amar.
O que me irrita é essa contradição. Você pode sentir o amor, mas não quer exercer esse sentimento, não quer exauri-lo em todas as suas formas disformes.
O mais absurdo é que a gente podia se amar muito e até dar outro nome pro sentimento louco que iria surgir. Mas você se esconde no silêncio, atrás de pessoas que te feriram e do passado que já passou. Se disfarça na frente de uma pose de descolado, de entendedor do mundo, de vivente de gentes. Mas o que é viver sem sentir? Como se vive alguém sem sentir alguém (mesmo que na imaginação)?
As reais fronteiras a serem desbravadas são as fronteiras das pessoas. E nem precisa pegar estrada.
Ah, cara... A verdade é que eu quero ser acompanhada.
Nunca gostei de jogar nada sozinha, quem dirá jogar a vida fora na solidão.
E sei que você me amaria também. Cada um do seu jeito.
Mas talvez você faça parte dos tipos de gente que gosta de falar de amor, mas não de vivê-lo.
Das gentes que adoram ler, ouvir, cantar, escrever, resenhar, gritar o amor, mas que não querem amar.
O que me irrita é essa contradição. Você pode sentir o amor, mas não quer exercer esse sentimento, não quer exauri-lo em todas as suas formas disformes.
O mais absurdo é que a gente podia se amar muito e até dar outro nome pro sentimento louco que iria surgir. Mas você se esconde no silêncio, atrás de pessoas que te feriram e do passado que já passou. Se disfarça na frente de uma pose de descolado, de entendedor do mundo, de vivente de gentes. Mas o que é viver sem sentir? Como se vive alguém sem sentir alguém (mesmo que na imaginação)?
As reais fronteiras a serem desbravadas são as fronteiras das pessoas. E nem precisa pegar estrada.
Ah, cara... A verdade é que eu quero ser acompanhada.
Nunca gostei de jogar nada sozinha, quem dirá jogar a vida fora na solidão.
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segunda-feira, 30 de março de 2015
A vida é um sopro
(à Janaina Büll)
De repente me deparei com ela. Potente, estática, absoluta.
Mal sabia como lidar com sua presença, quem dirá vencê-la.
Era escuridão que ultrapassava a velocidade do som e da luz, mas não atrapalhava a visão. Estava lúcida e via com nitidez.
Instintivamente afastei-a, sem me dar conta do poder que estava exercendo. Revolucionei as células, afastei qualquer sinal de desistência ou trégua. Não mostrei a que vim, somente fui - como um rolo compressor de animosidades.
Lentamente se afastou... Da potência restou um vislumbre de posse, da estática moveu-se a última sombra e a única coisa absoluta naquele momento era a minha vontade de expulsá-la dali.
Não foi dessa vez e nem será tão cedo que ela vencerá. Só permanece aquilo que não se luta contra. E enquanto for possível lutar, não estarei à espera, mas pronta para vencer.
De repente me deparei com ela. Potente, estática, absoluta.
Mal sabia como lidar com sua presença, quem dirá vencê-la.
Era escuridão que ultrapassava a velocidade do som e da luz, mas não atrapalhava a visão. Estava lúcida e via com nitidez.
Instintivamente afastei-a, sem me dar conta do poder que estava exercendo. Revolucionei as células, afastei qualquer sinal de desistência ou trégua. Não mostrei a que vim, somente fui - como um rolo compressor de animosidades.
Lentamente se afastou... Da potência restou um vislumbre de posse, da estática moveu-se a última sombra e a única coisa absoluta naquele momento era a minha vontade de expulsá-la dali.
Não foi dessa vez e nem será tão cedo que ela vencerá. Só permanece aquilo que não se luta contra. E enquanto for possível lutar, não estarei à espera, mas pronta para vencer.
domingo, 17 de novembro de 2013
Do amor
Se o amor pudesse ser algo, seria acontecimento.
E se até a vida desacontece, quem dirá o amor.
E por que precisaria de provas? E por que seria feio ser um clichê?
No final das contas é uma palavra, que se prova e se exaure em si mesma da boca pra fora.
Os medos, os enganos, os "talvez" não cabem dentro dessa palavra.
A tornam opaca, a transformam em mil outros sentimentos que não o amor.
Entre suas quatro letras caberia, por exemplo, a invenção.
São pequenos detalhes multiplicados em feições distorcidas pelo brilho de um desejo.
Aí a expressão não cabe no grito e o grito foge da vogal.
Se pudesse falar do amor, diria que ele cria portas.
Abri-las ou fechá-las são decisões pontuais em reticências.
Faz parte do círculo da vida, se ela se formasse geometricamente.
Nos enquantos e entretantos estamos abertos.
Entre e não se acomode.
No final das contas é uma palavra, que se prova e se exaure em si mesma da boca pra fora.
Os medos, os enganos, os "talvez" não cabem dentro dessa palavra.
A tornam opaca, a transformam em mil outros sentimentos que não o amor.
Entre suas quatro letras caberia, por exemplo, a invenção.
São pequenos detalhes multiplicados em feições distorcidas pelo brilho de um desejo.
Aí a expressão não cabe no grito e o grito foge da vogal.
Se pudesse falar do amor, diria que ele cria portas.
Abri-las ou fechá-las são decisões pontuais em reticências.
Faz parte do círculo da vida, se ela se formasse geometricamente.
Nos enquantos e entretantos estamos abertos.
Entre e não se acomode.
sábado, 16 de novembro de 2013
Estamos vivos?
Somos gastos pelo mundo e isso é bom.
Dá trabalho, é dolorido e muitas vezes é tedioso, mas é isso que estamos fazendo.
Querendo ou não.
Quanto mais velha a sola do sapato, mais as rugas da alma aparecem.
E não é a velhice da carne é o desgaste de si.
Também não é o sapato físico, mas o que calça nossos sonhos.
É a intensidade de estar vivo com zero ou com sessenta e cinco anos.
Isso é lindo.
Enquanto o frio anestesia, o calor nos faz sentir vivos, por isso incomoda tanto.
Mover-se, ser movido, mover o outro gasta sol e energia, mesmo com graus negativos do lado fora.
Abrir a porta para a inconstância da vida e para o que mundo tem a nos oferecer é correr um risco inescapável.
Parece que vivemos achando que ter ego é coisa de artista.
Não é a idade que chega, mas as ideias que se mostram, que se apropriam da sua transformação.
Mais importante do que causar o brilho no olhar de alguém é permitir que alguém coloque algo diferente no seu.
Estamos vivos?
Não se poupe.
Dá trabalho, é dolorido e muitas vezes é tedioso, mas é isso que estamos fazendo.
Querendo ou não.
Quanto mais velha a sola do sapato, mais as rugas da alma aparecem.
E não é a velhice da carne é o desgaste de si.
Também não é o sapato físico, mas o que calça nossos sonhos.
É a intensidade de estar vivo com zero ou com sessenta e cinco anos.
Isso é lindo.
Enquanto o frio anestesia, o calor nos faz sentir vivos, por isso incomoda tanto.
Mover-se, ser movido, mover o outro gasta sol e energia, mesmo com graus negativos do lado fora.
Abrir a porta para a inconstância da vida e para o que mundo tem a nos oferecer é correr um risco inescapável.
Parece que vivemos achando que ter ego é coisa de artista.
Não é a idade que chega, mas as ideias que se mostram, que se apropriam da sua transformação.
Mais importante do que causar o brilho no olhar de alguém é permitir que alguém coloque algo diferente no seu.
Estamos vivos?
Não se poupe.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Morte, medo e viva
Faz algum tempo que a morte tem estado em minha mente, criando contradições metafísicas entre o meu eu e o eu que habito. Vontade de conversar com gente que foi, pois hoje estou mais preparada para interpretar sua luz e seu saber.
E temo que isso se repita (e vai se repetir) com os mestres que ainda não tenho preparo pra conversar das coisas que ainda vou descobrir, saber e conhecer. Aí percebo que deixei de compartilhar o que eu não sei e perdi a oportunidade de aprender com quem mais admiro.
O meu medo não é morrer sem ter feito, dito, dado tudo o que podia, mas de viver meus dias economizando para um grande momento.
Cá entre nós, que momento é maior do que o agora?
Coloque em prática ou em pausa seus dias de preparação, de preocupação e de planejamento.
Pelo menos por um dia, garanta que poderia morrer menos preocupado com o que deixou de ser, de estar, de sentir, de compartilhar e viva.
E temo que isso se repita (e vai se repetir) com os mestres que ainda não tenho preparo pra conversar das coisas que ainda vou descobrir, saber e conhecer. Aí percebo que deixei de compartilhar o que eu não sei e perdi a oportunidade de aprender com quem mais admiro.
O meu medo não é morrer sem ter feito, dito, dado tudo o que podia, mas de viver meus dias economizando para um grande momento.
Cá entre nós, que momento é maior do que o agora?
Coloque em prática ou em pausa seus dias de preparação, de preocupação e de planejamento.
Pelo menos por um dia, garanta que poderia morrer menos preocupado com o que deixou de ser, de estar, de sentir, de compartilhar e viva.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Avesso
Olhar dentro da caixa
Emitir o que não contém
Saber a verdade
Saber a mentira
Medir o tamanho do vazio
Ter medo da alegria
E fugir com coragem
Envelhecer
Ser jovem
Morrer enquanto vive
Viver é desvirar o avesso
Pra ver se o sentido muda com a figura
E muda
E não muda
E procura o original
Subir pra descer
Gritar pra pedir silêncio
A vida é o eco da razão
Procurando ajuda
É fugir da loucura na filosofia
E desencontrar(-se) diariamente.
A vida é a eterna descoberta do avesso.
A vida é avessa
A vida atravessa
E não é vida
É pura contradição cósmica.
Emitir o que não contém
Saber a verdade
Saber a mentira
Medir o tamanho do vazio
Ter medo da alegria
E fugir com coragem
Envelhecer
Ser jovem
Morrer enquanto vive
Viver é desvirar o avesso
Pra ver se o sentido muda com a figura
E muda
E não muda
E procura o original
Subir pra descer
Gritar pra pedir silêncio
A vida é o eco da razão
Procurando ajuda
É fugir da loucura na filosofia
E desencontrar(-se) diariamente.
A vida é a eterna descoberta do avesso.
A vida é avessa
A vida atravessa
E não é vida
É pura contradição cósmica.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Simulacro
De todos os simulacros da vida (in)existente, encontro-me em um realismo insaciável. Parece quase espectral a visão que tive hoje das coisas que (não) entendo.
Encontros com coisas minhas que também são do outro e, por isso, são ainda mais minhas.
Defeitos que tem efeitos quase trágicos em qualidades que não lidam com nada.
Parece que tem um quê de AlmodovarHitchcokTarantinesco no destempero da vida hoje. Algo que nem no tabuleiro de Gabriela eu poderia provar.
Tá certo que cabe às palavras o dom de exagerar, mas que sentir é exato?
Sentir é a arte de exacerbar coceiras internas em pensamentos desconexos.
E nem precisa ser artista pra saber cazuzear um momento.
Exatamente o que a gente não precisa vem nos momentos em que não sabemos nem por onde começar a lidar com o mundo. Mas o mundo não é nada, não tem nada a não ser que inventemos e acreditemos.
Não adianta só ver. Então se não consigo lidar com o mundo que criei, sou vítima da minha (nossa) própria invenção.
É o advento de si.mulacro.
Encontros com coisas minhas que também são do outro e, por isso, são ainda mais minhas.
Defeitos que tem efeitos quase trágicos em qualidades que não lidam com nada.
Parece que tem um quê de AlmodovarHitchcokTarantinesco no destempero da vida hoje. Algo que nem no tabuleiro de Gabriela eu poderia provar.
Tá certo que cabe às palavras o dom de exagerar, mas que sentir é exato?
Sentir é a arte de exacerbar coceiras internas em pensamentos desconexos.
E nem precisa ser artista pra saber cazuzear um momento.
Exatamente o que a gente não precisa vem nos momentos em que não sabemos nem por onde começar a lidar com o mundo. Mas o mundo não é nada, não tem nada a não ser que inventemos e acreditemos.
Não adianta só ver. Então se não consigo lidar com o mundo que criei, sou vítima da minha (nossa) própria invenção.
É o advento de si.mulacro.
terça-feira, 5 de julho de 2011
364 dias
E de véspera já posso agradecer pelas pessoas que me cercam e pelas que foram embora.
As que me cercam (aquelas que valem mesmo a pena) ficam num raio de 360º, mais vindo do que indo, com alguma força boa nos guiando uns aos outros.
As que foram embora não ficam mais perto da vista, por mais difícil que tenha sido, fechei os olhos pras que insistiram até que resolvessem "não estar".
Posso também agradecer pelas que ainda vão vir, sempre aparecem anjos instantâneos (para quem precisa - pricipalmente pra quem não acredita)
Todo ano são mais ganhos do que perdas.
Reconheço meu privilégio e agradeço a sorte.
A vida não é aquilo que a gente imagina, não mesmo.
Mas é muito melhor presenciar um sorriso do que imaginar uma gargalhada.
As que me cercam (aquelas que valem mesmo a pena) ficam num raio de 360º, mais vindo do que indo, com alguma força boa nos guiando uns aos outros.
As que foram embora não ficam mais perto da vista, por mais difícil que tenha sido, fechei os olhos pras que insistiram até que resolvessem "não estar".
Posso também agradecer pelas que ainda vão vir, sempre aparecem anjos instantâneos (para quem precisa - pricipalmente pra quem não acredita)
Todo ano são mais ganhos do que perdas.
Reconheço meu privilégio e agradeço a sorte.
A vida não é aquilo que a gente imagina, não mesmo.
Mas é muito melhor presenciar um sorriso do que imaginar uma gargalhada.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
amor e escova de dentes
que no fundo desejamos:
um amor daquele que é quase tudo que sonhamos.
um quase tão necessário pra manter nossos sonhos ativos que se torna parte inseparável da vida.
que seu escudo seja outro do que a incapacidade de amar.
e num grito de desacreditar, revolto sua incapacidade com falta de vontade.
pelo menos as minhas dívidas não são morais e minhas dúvidas só existenciais.
fique tranquilo; eu vou lembrar de te esquecer antes mesmo de escovar os dentes.
um amor daquele que é quase tudo que sonhamos.
um quase tão necessário pra manter nossos sonhos ativos que se torna parte inseparável da vida.
que seu escudo seja outro do que a incapacidade de amar.
e num grito de desacreditar, revolto sua incapacidade com falta de vontade.
pelo menos as minhas dívidas não são morais e minhas dúvidas só existenciais.
fique tranquilo; eu vou lembrar de te esquecer antes mesmo de escovar os dentes.
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terça-feira, 2 de março de 2010
Esperar
Hoje eu tomei o caminho mais longo para casa.
Achei que as janelas que me observaram clareariam os meus pensamentos, mas só me perdi mais em mim mesma.
Resolvi ligar para a única pessoa capaz de me convencer do certo e do errado e contar tudo o que estava acontecendo, só para ter certeza de que eu não estava louca.
Não consegui nem suspirar meu desaconchego.
No meio do caminho tudo o que aconteceu desde que resolvi sair do ninho, tomou minha cabeça.
Foram tantas coisas ruins e boas, que me desnortearam.
Me desnortearam ao ponto de me questionar qual é o rumo que estou tomando, vale a pena toda essa dor e desamparo?
Nesse momento flagrei meu medo de viver.
Sabe aquele medinho que todo mundo tem de encontrar algo diferente do usual?
Lembrei da última vez que senti isso e que nessa resolvi mudar de cidade.
O que será que vem agora?
Tantas vidas se resumem a tão menos do que eu vivi.
Is this it?
Às vezes é difícil demais esperar.
Achei que as janelas que me observaram clareariam os meus pensamentos, mas só me perdi mais em mim mesma.
Resolvi ligar para a única pessoa capaz de me convencer do certo e do errado e contar tudo o que estava acontecendo, só para ter certeza de que eu não estava louca.
Não consegui nem suspirar meu desaconchego.
No meio do caminho tudo o que aconteceu desde que resolvi sair do ninho, tomou minha cabeça.
Foram tantas coisas ruins e boas, que me desnortearam.
Me desnortearam ao ponto de me questionar qual é o rumo que estou tomando, vale a pena toda essa dor e desamparo?
Nesse momento flagrei meu medo de viver.
Sabe aquele medinho que todo mundo tem de encontrar algo diferente do usual?
Lembrei da última vez que senti isso e que nessa resolvi mudar de cidade.
O que será que vem agora?
Tantas vidas se resumem a tão menos do que eu vivi.
Is this it?
Às vezes é difícil demais esperar.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Todas as formas de se apaixonar
Tudo o que resta delas são a essência e os defeitos.
Os defeitos, a gente aprende a lidar, mas quando a essência não é suficiente, chegou a hora de partir.
É tudo tão errado quanto incorrigível.
Quero ser platéia do que me aplaude quando sou eu que estou no palco, do que faz críticas estilo new-york-times quando necessário e que limpará os tomates atirados quando as pessoas só souberem me agredir quando eu errar.
Se no meio da estrada eu me perder de você, é só porque você soltou a minha mão e eu, sozinha, não quis achar o caminho de volta.
É que todas as formas de se apaixonar são efêmeras...
Pessoas fazem parte da nossa vida, não pertecem a ela.
Como crises superadas, esses seres são deixados, não por não terem importância, mas por sua necessidade ter sido suprida.
Se eu te esquecer é porque você já construiu em mim tudo o que podia.
Vamos seguir em frente.
2010, bem-vindo.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
você tem meia hora
nada mais do que tudo isso.
Você pode mudar minha vida ou me mostrar que ela vai continuar sendo a mesma.
Me permito esses minutos de chances a você, pode entrar sem bater.
Mas entenda que a minha solidão de agora trará o sentido do futuro.
Peço calma pra entender, cumplicidade para construir e amor pra levar a vida.
at the end of the rainbow
it's just corn flakes,
live your life.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Postcards from Italy
Pelo menos uma vez tenha um dia de alma.
Aquele dia tão cheio de coisas boas, que você nem consegue lembrar o que aconteceu, mas ao fechar os olhos você sente o coração esquentar.
Um dia de alma, com alguém que entende a sua com meias palavras.
Especial com alguém que valha a pena.
Olhando o mar no céu e ouvindo as estrelas.
Hoje eu lembrei desse dia e mesmo tendo sido há tempos, não pude deixar de sorrir.
Sentimento bom.
Aquele dia tão cheio de coisas boas, que você nem consegue lembrar o que aconteceu, mas ao fechar os olhos você sente o coração esquentar.
Um dia de alma, com alguém que entende a sua com meias palavras.
Especial com alguém que valha a pena.
Olhando o mar no céu e ouvindo as estrelas.
Hoje eu lembrei desse dia e mesmo tendo sido há tempos, não pude deixar de sorrir.
Sentimento bom.
"a vida pura e simples, sem retoques imaginários".
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Persona
Olhei e vi o futuro do passado, representado em cores fortes.
Deixa isso tudo passar
Vem viver este momento
dos momentos
Ouvi um desconhecido me traduzir e entender minha vida.
Ele disse: E se isso for a coisa mais maravilhosa da sua vida, vai afetá-la?
Tudo o que eu precisava ouvir.
Foi como ser a única ali e depois dancei só pra celebrar o recomeço.
Tudo vai terminar
Tudo era um tormentoDeixa isso tudo passar
Vem viver este momento
dos momentos
bebel gilberto
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