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sábado, 16 de novembro de 2013

Estamos vivos?

Somos gastos pelo mundo e isso é bom.
Dá trabalho, é dolorido e muitas vezes é tedioso, mas é isso que estamos fazendo.
Querendo ou não.

Quanto mais velha a sola do sapato, mais as rugas da alma aparecem.
E não é a velhice da carne é o desgaste de si.
Também não é o sapato físico, mas o que calça nossos sonhos.
É a intensidade de estar vivo com zero ou com sessenta e cinco anos.

Isso é lindo.
Enquanto o frio anestesia, o calor nos faz sentir vivos, por isso incomoda tanto.
Mover-se, ser movido, mover o outro gasta sol e energia, mesmo com graus negativos do lado fora.

Abrir a porta para a inconstância da vida e para o que mundo tem a nos oferecer é correr um risco inescapável.
Parece que vivemos achando que ter ego é coisa de artista.

Não é a idade que chega, mas as ideias que se mostram, que se apropriam da sua transformação.
Mais importante do que causar o brilho no olhar de alguém é permitir que alguém coloque algo diferente no seu.

Estamos vivos?
Não se poupe.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Morte, medo e viva

Faz algum tempo que a morte tem estado em minha mente, criando contradições metafísicas entre o meu eu e o eu que habito. Vontade de conversar com gente que foi, pois hoje estou mais preparada para interpretar sua luz e seu saber.

E temo que isso se repita (e vai se repetir) com os mestres que ainda não tenho preparo pra conversar das coisas que ainda vou descobrir, saber e conhecer. Aí percebo que deixei de compartilhar o que eu não sei e perdi a oportunidade de aprender com quem mais admiro.

O meu medo não é morrer sem ter feito, dito, dado tudo o que podia, mas de viver meus dias economizando para um grande momento.

Cá entre nós, que momento é maior do que o agora?

Coloque em prática ou em pausa seus dias de preparação, de preocupação e de planejamento.
Pelo menos por um dia, garanta que poderia morrer menos preocupado com o que deixou de ser, de estar, de sentir, de compartilhar e viva.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Avesso

Olhar dentro da caixa
Emitir o que não contém

Saber a verdade
Saber a mentira

Medir o tamanho do vazio
Ter medo da alegria
E fugir com coragem

Envelhecer
Ser jovem
Morrer enquanto vive

Viver é desvirar o avesso

Pra ver se o sentido muda com a figura
E muda
E não muda
E procura o original

Subir pra descer
Gritar pra pedir silêncio

A vida é o eco da razão
Procurando ajuda
É fugir da loucura na filosofia
E desencontrar(-se) diariamente.

A vida é a eterna descoberta do avesso.
A vida é avessa
A vida atravessa
E não é vida
É pura contradição cósmica.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

(Con)Viver

Alguns cortes não fecham.
Ficam abertos para mudanças de forma e conteúdo.

Conviver é viver com e não viver por.
Levante voo para onde o seu vento for, não mude seu rumo por quem não lhe considera parte essencial de sua vida.

São muitas contas, muitas coisas, muitas pontas do laço da vida que não precisam se juntar.
Às vezes é melhor deixar uma ponta solta para trás do que lacrar acordos de um lado só.
Não coisifique, adjetive, afinal, a vida é sempre uma situação e não uma definição.

Engula seco, olhe fixamente e durma pouco, mas desvie do que não é pra ser seu.
O ressentimento é inflamável e o que não pode ser observado à distância exige pele.

Mate um dia por não e nasça um novo sol a cada sim.
O amor é negociável, mas o tempo não.
Deixe estar em você.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vem?


É que já deixamos de amar tantas vezes...
Por medo, receio, preconceito velado.
Por acharmos não sermos merecedores de algum tipo de alegria.

No momento da escolha não notamos que precisamos aprender a amar.
Talvez amar a viver.

Viver consiste em quem, não quando, nem onde, nem como.

Generalizamos.
Mas aonde vamos é além de quem somos.

Se não nos entregarmos à vida, a quem mais iremos nos entregar?
E todos os personagens que percorrem as vielas de cada corpo, merecem se econtrar, felizes ao lado de alguém.

Vem?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

E lá vem mais uma estação.

Já reparou que no metrô não conseguimos olhar pra fora?
Através da janela só vemos borrões e é incômoda a sensação de não ter como se distrair...
Se olhamos para as pessoas, nos encaram de volta como se tivéssemos cometido um crime, ar paulistano talvez. Se olhamos de relance, percebemos nossas estranhezas no outro.
A cada estação quando vemos gente e paisagem vem uma lembrança, trazida no bolso de alguém, como se fosse de uma vida passada, aquela que enterramos e que hoje faz parte de nós.

É uma experiência tão incômoda que balançamos os pés, mexemos no celular, mudamos a música que estamos ouvindo ou abrimos um livro.
Em última instância, fechamos os olhos.
Por incrível que pareça, ao fecharmos os olhos fugimos de nós mesmos.
Mas a alfinetada nas vidas passadas, traz aquela cena mais dolorida.
Ao abrir os olhos é como se presenciássemos tudo de novo.

Ao mesmo tempo que queremos pensar em qualquer outra coisa, essa sensação traz a impressão de estarmos em par. Um par com o passado, um par com uma dor, com um antigo amor... talvez em par com Deus, quem sabe?

Vivemos tão concentrados em como estamos sós, que nem conseguimos mais distinguir o que nos acompanha.

E lá vem mais uma estação.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Afluentes

Difícil quando vemos outra pessoa viver nossos planos, mas é que às vezes nossos projetos são do mundo.
Nós somos autores de muitas histórias que nunca viveremos.
Aí vamos rever nosso caminho, podar as flores do jardim e encarar que temos que plantar tudo novamente.
Talvez cuidar de nós mesmos de forma diferente, quem sabe?

Cartões postais existem em todos os lugares, assim como sonhos em quaisquer pessoas e planos em todos nós.
Tantos rios vão partir de uma mesma fonte, correr por caminhos que nem se imagina, mas esta nunca sairá de seu lugar.

Que venha o destino de cada um e que vá para sua trilha quem não pertencer à minha.

"Bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
 Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho"
- Vander Lee

terça-feira, 2 de março de 2010

Esperar

Hoje eu tomei o caminho mais longo para casa.
Achei que as janelas que me observaram clareariam os meus pensamentos, mas só me perdi mais em mim mesma.

Resolvi ligar para a única pessoa capaz de me convencer do certo e do errado e contar tudo o que estava acontecendo, só para ter certeza de que eu não estava louca.
Não consegui nem suspirar meu desaconchego.

No meio do caminho tudo o que aconteceu desde que resolvi sair do ninho, tomou minha cabeça.
Foram tantas coisas ruins e boas, que me desnortearam.
Me desnortearam ao ponto de me questionar qual é o rumo que estou tomando, vale a pena toda essa dor e desamparo?
Nesse momento flagrei meu medo de viver.
Sabe aquele medinho que todo mundo tem de encontrar algo diferente do usual?
Lembrei da última vez que senti isso e que nessa resolvi mudar de cidade.

O que será que vem agora?
Tantas vidas se resumem a tão menos do que eu vivi.
Is this it?

Às vezes é difícil demais esperar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Como se viver fosse simples

Será que evoluí?
Ou me perdi em meio ao furacão
que sempre quis me ver livre?

E as metas de agora se perdem entre sonhos de um passado bom, onde tudo era alcançável e certamente mais fácil.

O amor que seguiria todas as fases, faz paradas em cada uma, com embarques e desembarques sem explicação.

Não sei se devo sofrer, oferecer, me erguer ou simplesmente viver.

Como se viver fosse simples.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Destino

O rumo de todos nós pode ser grandioso.
Temos que ser sábios para saber a hora de partir.
De deixar coisas e pessoas, amadas e desejadas, para crescer.
Sempre seremos aprendizes de nosso próprio saber.

Às vezes eu penso que estou seguindo um rumo diferente do que desejo pra mim, mas na verdade só estou construindo um pedaço da estrada, da ponte, até o destino.
O que for meu virá, chegada a hora.

O resto eu empresto e pego emprestado, só é preciso saber o prazo de cada luz, de cada emoção, de cada pessoa.
A gente sempre sabe que vai acabar, só precisamos ficar atentos aos ciclos do tempo, para que nada se exceda, nem se atrase.

Vamos viver, isso já basta.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O toque

quando além da compreensão, ou é entrega, ou é distância.
Não quero entender, somente viver.

Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer. - CBJ

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chegada

Queria sentir aquilo que lia, traduzir o que ouvia, ser sutil como as asas do que almejava.
Tudo era tão imperfeito que dava gosto.

Queria entender a lua que refletia a mudança de seus ritmos.
Pedia que chegasse logo.
O quê?
Não fazia idéia.

Mas que chegasse, que mudasse, que ficasse.
Pedia que chegasse logo.