Pessoas que escolhem sempre o caminho mais curto me incomodam. Que evitam a entrega por medo. Talvez por ressaltarem em mim o desejo de resolver tudo da maneira mais fácil possível. De evitar sofrimentos "desnecessários". Ah, mas que tolice. Somos constituídos e constituintes de cada esforço, cada erro, cada dúvida e decepção.
Ainda acredito que devemos aceitar e entender cada conflito que cruza nosso caminho. Por mais que doa e que não seja fácil.
Procuramos o nosso espelho em um olhar que não é o nosso. Por quê? Talvez porque procuramos aceitação, por estarmos viciados desde a infância a sermos afirmados e legitimados por pessoas em nosso exterior. Muitas vezes não vemos que o primeiro olhar que temos que procurar em nosso espelho é o nosso, não o do outro.
E quando chegar a hora, quando estivermos prontos para sermos nós mesmos, para encontrarmos alguém que não seja o nosso espelho, mas que abra espaço para que possamos deixar transparecer todos os nossos defeitos, falhas, obsessões e amor...
Nesse momento, nesse dia, nesse "pelo resto dos dias do nosso amor", eu não vou querer o atalho. Que venham as lombadas, os buracos, as subidas que ardem a coxa, os declives e as paradinhas no acostamento para simplesmente sorrir e transbordar amor. Que venha o olhar pra quem possamos, a cada piscada, fazer um convite: "vem comigo?".
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Caminhos
Explosão solar. Abriu caminho pra eu te encontrar.
Entre teorias evolutivas, reencarnações e todo o tempo do mundo, uma hora um pensamento se fez.
Comum de dois entre dois milhões, eu e você.
Andamos muito até chegarmos um ao outro. E foi o encontro dos encontros.
Mas mal sabia o sol que, quando explodiu, abriu vários caminhos e outros também chegaram a você e a mim. E chegarão.
Outros pensamentos serão forjados, criados, reinventados, ou ficarão alojados na memória, competindo com o presente.
Já vivemos outros encontros dos encontros, mas esse é o que escolhemos pra repetir várias vezes pela vida.
Pra mim, encontrar você foi como andar entre a natureza.
É que eu adoro passar embaixo de árvores com a copa bem cheia e baixa, e achar um espaço entre os galhos com a minha altura. É como se aquela árvore fosse meu encaixe na natureza. Como se me deixasse passar, como se abrisse caminho para o meu desvio. Você, árvore, e eu, desvio.
Que a sua árvore e a minha enraízem, fazendo sombra em nosso caminho quando a luz do sol estalar nossos medos.
Entre teorias evolutivas, reencarnações e todo o tempo do mundo, uma hora um pensamento se fez.
Comum de dois entre dois milhões, eu e você.
Andamos muito até chegarmos um ao outro. E foi o encontro dos encontros.
Mas mal sabia o sol que, quando explodiu, abriu vários caminhos e outros também chegaram a você e a mim. E chegarão.
Outros pensamentos serão forjados, criados, reinventados, ou ficarão alojados na memória, competindo com o presente.
Já vivemos outros encontros dos encontros, mas esse é o que escolhemos pra repetir várias vezes pela vida.
Pra mim, encontrar você foi como andar entre a natureza.
É que eu adoro passar embaixo de árvores com a copa bem cheia e baixa, e achar um espaço entre os galhos com a minha altura. É como se aquela árvore fosse meu encaixe na natureza. Como se me deixasse passar, como se abrisse caminho para o meu desvio. Você, árvore, e eu, desvio.
Que a sua árvore e a minha enraízem, fazendo sombra em nosso caminho quando a luz do sol estalar nossos medos.
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terça-feira, 2 de março de 2010
Esperar
Hoje eu tomei o caminho mais longo para casa.
Achei que as janelas que me observaram clareariam os meus pensamentos, mas só me perdi mais em mim mesma.
Resolvi ligar para a única pessoa capaz de me convencer do certo e do errado e contar tudo o que estava acontecendo, só para ter certeza de que eu não estava louca.
Não consegui nem suspirar meu desaconchego.
No meio do caminho tudo o que aconteceu desde que resolvi sair do ninho, tomou minha cabeça.
Foram tantas coisas ruins e boas, que me desnortearam.
Me desnortearam ao ponto de me questionar qual é o rumo que estou tomando, vale a pena toda essa dor e desamparo?
Nesse momento flagrei meu medo de viver.
Sabe aquele medinho que todo mundo tem de encontrar algo diferente do usual?
Lembrei da última vez que senti isso e que nessa resolvi mudar de cidade.
O que será que vem agora?
Tantas vidas se resumem a tão menos do que eu vivi.
Is this it?
Às vezes é difícil demais esperar.
Achei que as janelas que me observaram clareariam os meus pensamentos, mas só me perdi mais em mim mesma.
Resolvi ligar para a única pessoa capaz de me convencer do certo e do errado e contar tudo o que estava acontecendo, só para ter certeza de que eu não estava louca.
Não consegui nem suspirar meu desaconchego.
No meio do caminho tudo o que aconteceu desde que resolvi sair do ninho, tomou minha cabeça.
Foram tantas coisas ruins e boas, que me desnortearam.
Me desnortearam ao ponto de me questionar qual é o rumo que estou tomando, vale a pena toda essa dor e desamparo?
Nesse momento flagrei meu medo de viver.
Sabe aquele medinho que todo mundo tem de encontrar algo diferente do usual?
Lembrei da última vez que senti isso e que nessa resolvi mudar de cidade.
O que será que vem agora?
Tantas vidas se resumem a tão menos do que eu vivi.
Is this it?
Às vezes é difícil demais esperar.
domingo, 7 de junho de 2009
verbalize
Durmo no amanhã, repleto de novas chances tanto quanto de passado.
Insisto nos erros, e mesmo assim o que os acompanha me atinge do mesmo jeito.
Me perdi no caminho do presente.
Tentei dizer e mesmo assim não funcionou.
Desculpo-me em vão, pelo ouvinte e pelo pecado.
Que verbalizem-se os olhares e que possa sentir o devir.
Me permito, mesmo sabendo o risco.
Insônia, bem vinda novamente.
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