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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sossego

Têm dias que tudo para de importar. É como se as coisas e as pessoas ficassem suspensas no ar, em silêncio. Mantendo um movimento espantosamente estático. Como se fosse um apelo do sossego, um grito instalado no peito, que trava um duelo na garganta, dando nó.

Às vezes o tempo passa e fica complicado lutar contra a gravidade para deixar penduradas as coisas com as quais não podemos lidar. A impossibilidade desse ato deixa o ar rarefeito e faz com que o que nos veste se transforme em peso, mesmo que estejamos nus.

E ainda tentamos jogar luz em todos os cantos, espalhar clareza e claridade onde não há mais estrelas, nem mesmo o sol. Ficamos tentando ocupar esses lugares escuros e aos poucos vamos perdendo a energia. Até que... Até que vem um apagão. Só que enquanto dura em sua dureza temos a oportunidade resgatar e recriar energia para que a luz volte. Tentamos nos tornar holofotes, focados e fortes só no que (nos) interessa. Mas a tentação da partilha chega como uma criança acanhada com medo do escuro, ou um velho que só quer um abraço, um olhar.

Restabelecemos o (des)equilíbrio das coisas e pessoas até que chega a hora delas ficarem suspensas no ar novamente. Será que com o passar dos anos elas demoram mais para voltarem aos seus lugares? Ou somos nós que prolongamos seu estado? Não sei. Mas ainda sinto o sossego querendo voltar.

segunda-feira, 30 de março de 2015

A vida é um sopro

(à Janaina Büll)

De repente me deparei com ela. Potente, estática, absoluta.
Mal sabia como lidar com sua presença, quem dirá vencê-la.

Era escuridão que ultrapassava a velocidade do som e da luz, mas não atrapalhava a visão. Estava lúcida e via com nitidez.

Instintivamente afastei-a, sem me dar conta do poder que estava exercendo. Revolucionei as células, afastei qualquer sinal de desistência ou trégua. Não mostrei a que vim, somente fui - como um rolo compressor de animosidades.

Lentamente se afastou... Da potência restou um vislumbre de posse, da estática moveu-se a última sombra e a única coisa absoluta naquele momento era a minha vontade de expulsá-la dali.
Não foi dessa vez e nem será tão cedo que ela vencerá. Só permanece aquilo que não se luta contra. E enquanto for possível lutar, não estarei à espera, mas pronta para vencer.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Novo

que os ventos venham para tornar as pedras em areia,
mas só aquelas que não trouxeram lições;
que o amor estupendamente arrebate novamente
e o perdão impere pela primeira vez;
que as sementes cresçam para quem soube semear
e a colheita acompanhe cada aprendizado;
que vigore o corpo, a mente e a alma.
e que o resto venha e vá.

Luz e fé
Amor e paz

Feliz nova chance,
feliz ano novo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Deixe ir

Toda vez que voltava percebia que a vida dos que amava continuava na velocidade da luz.

Conseguia acompanhar alguns flashes, que alimentavam sua saudade e revigoravam seu amor, mas nunca era o inteiro ao qual estava acostumada.

Decidiu se libertar do que a estagnava e empobrecia sua energia, porque toda vez que ouvia as pessoas que realmente importavam, lembrava de todo o seu valor.

Porque ficar, insistir, desgastar-se a toa?
As pessoas só fazem com a gente o que nós permitimos e isso vale tanto para a dor quanto para as mudanças do amor.

Deixe ir pra que possa vir.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Liberdade

Já não é mais proibido,
mas ainda não sei qual felicidade seria maior do que essa.

Sei o quanto é tudo especial e diferente entre nós, mas não vou esperar você descobrir.

A gente completa a paz um do outro e se diverte escondendo jogos previsíveis.

Eu vou fazer o que quiser e você também,
mas meus olhos me entregam em toda a luz de um bom sentimento.

Liberdade.