quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Catástrofe

Já encostei meus sonhos, me escondi do amor e acendi uma luz.
Descobri uma parte do que me inspira e cobri o dom com um véu bem fininho.
Não sei mais o que pensar, tanto que penso tudo o que não pode acontecer.
Sinto raiva antes, amor depois e guardo lembranças num papel.

Me conta o que aconteceu?
Porque no meio da minha imaginação, perdi o fato tentando encaixar algo bom numa catástrofe.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Hoje

Hoje vi o daqui a pouco tornar-se o agora.

Senti sua falta.

Precisava que você ouvisse o que eu ouvi e sentisse o arrepio antes de mim.
Precisava que você entendesse o nosso pensamento secreto e planejasse um futuro imperfeito.

Queria que me percebesse antes de chegar e que cessasse a dúvida de amanhã:
Quem é você?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

E lá vem mais uma estação.

Já reparou que no metrô não conseguimos olhar pra fora?
Através da janela só vemos borrões e é incômoda a sensação de não ter como se distrair...
Se olhamos para as pessoas, nos encaram de volta como se tivéssemos cometido um crime, ar paulistano talvez. Se olhamos de relance, percebemos nossas estranhezas no outro.
A cada estação quando vemos gente e paisagem vem uma lembrança, trazida no bolso de alguém, como se fosse de uma vida passada, aquela que enterramos e que hoje faz parte de nós.

É uma experiência tão incômoda que balançamos os pés, mexemos no celular, mudamos a música que estamos ouvindo ou abrimos um livro.
Em última instância, fechamos os olhos.
Por incrível que pareça, ao fecharmos os olhos fugimos de nós mesmos.
Mas a alfinetada nas vidas passadas, traz aquela cena mais dolorida.
Ao abrir os olhos é como se presenciássemos tudo de novo.

Ao mesmo tempo que queremos pensar em qualquer outra coisa, essa sensação traz a impressão de estarmos em par. Um par com o passado, um par com uma dor, com um antigo amor... talvez em par com Deus, quem sabe?

Vivemos tão concentrados em como estamos sós, que nem conseguimos mais distinguir o que nos acompanha.

E lá vem mais uma estação.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Preguiça de amar.

Você não vai perceber que me ama, não vai se desfazer de nada e nem mudar por mim.
Não vai mudar seu status nem ver que está tudo mais do que bem ao meu lado.

Exatamente porque se você não se deu conta quase que de imediato, não irá se dar depois.
Acontece também que eu não quero mais provar nada e a paciência diminui na mesma velocidade que os amores vão mudando.

Acaba que eu não vou me esforçar para você ver, exatamente porque você já deveria ter visto.