De tantos sabores que podemos experimentar, lugares que podemos ir, amizades pra provar, tem algumas que a gente nem precisa de muito pra marcar o paladar. Os gostos da alma não se enganam e nem precisam de muitas porções para arrazoar os dissabores da vida.
Lembra daquele dia da geleia de pimenta? Suave e doce, mas tinha pimenta ali, ô se tinha. Buscando milhões de formas de explodir em sabor, escolheu o melhor acompanhamento, o melhor companheiro, a gêmea da sua. E assim foi e ficou em paz.
De todos os confortos, o melhor é saber que tudo o que foi, foi o melhor possível.
Meu querido, seu legado fica. Sua bondade e seu coração também.
Do outro querido a gente cuida. Então pode ir, a gente deixa doer pra ver se sara.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
domingo, 17 de novembro de 2013
Do amor
Se o amor pudesse ser algo, seria acontecimento.
E se até a vida desacontece, quem dirá o amor.
E por que precisaria de provas? E por que seria feio ser um clichê?
No final das contas é uma palavra, que se prova e se exaure em si mesma da boca pra fora.
Os medos, os enganos, os "talvez" não cabem dentro dessa palavra.
A tornam opaca, a transformam em mil outros sentimentos que não o amor.
Entre suas quatro letras caberia, por exemplo, a invenção.
São pequenos detalhes multiplicados em feições distorcidas pelo brilho de um desejo.
Aí a expressão não cabe no grito e o grito foge da vogal.
Se pudesse falar do amor, diria que ele cria portas.
Abri-las ou fechá-las são decisões pontuais em reticências.
Faz parte do círculo da vida, se ela se formasse geometricamente.
Nos enquantos e entretantos estamos abertos.
Entre e não se acomode.
No final das contas é uma palavra, que se prova e se exaure em si mesma da boca pra fora.
Os medos, os enganos, os "talvez" não cabem dentro dessa palavra.
A tornam opaca, a transformam em mil outros sentimentos que não o amor.
Entre suas quatro letras caberia, por exemplo, a invenção.
São pequenos detalhes multiplicados em feições distorcidas pelo brilho de um desejo.
Aí a expressão não cabe no grito e o grito foge da vogal.
Se pudesse falar do amor, diria que ele cria portas.
Abri-las ou fechá-las são decisões pontuais em reticências.
Faz parte do círculo da vida, se ela se formasse geometricamente.
Nos enquantos e entretantos estamos abertos.
Entre e não se acomode.
sábado, 16 de novembro de 2013
Estamos vivos?
Somos gastos pelo mundo e isso é bom.
Dá trabalho, é dolorido e muitas vezes é tedioso, mas é isso que estamos fazendo.
Querendo ou não.
Quanto mais velha a sola do sapato, mais as rugas da alma aparecem.
E não é a velhice da carne é o desgaste de si.
Também não é o sapato físico, mas o que calça nossos sonhos.
É a intensidade de estar vivo com zero ou com sessenta e cinco anos.
Isso é lindo.
Enquanto o frio anestesia, o calor nos faz sentir vivos, por isso incomoda tanto.
Mover-se, ser movido, mover o outro gasta sol e energia, mesmo com graus negativos do lado fora.
Abrir a porta para a inconstância da vida e para o que mundo tem a nos oferecer é correr um risco inescapável.
Parece que vivemos achando que ter ego é coisa de artista.
Não é a idade que chega, mas as ideias que se mostram, que se apropriam da sua transformação.
Mais importante do que causar o brilho no olhar de alguém é permitir que alguém coloque algo diferente no seu.
Estamos vivos?
Não se poupe.
Dá trabalho, é dolorido e muitas vezes é tedioso, mas é isso que estamos fazendo.
Querendo ou não.
Quanto mais velha a sola do sapato, mais as rugas da alma aparecem.
E não é a velhice da carne é o desgaste de si.
Também não é o sapato físico, mas o que calça nossos sonhos.
É a intensidade de estar vivo com zero ou com sessenta e cinco anos.
Isso é lindo.
Enquanto o frio anestesia, o calor nos faz sentir vivos, por isso incomoda tanto.
Mover-se, ser movido, mover o outro gasta sol e energia, mesmo com graus negativos do lado fora.
Abrir a porta para a inconstância da vida e para o que mundo tem a nos oferecer é correr um risco inescapável.
Parece que vivemos achando que ter ego é coisa de artista.
Não é a idade que chega, mas as ideias que se mostram, que se apropriam da sua transformação.
Mais importante do que causar o brilho no olhar de alguém é permitir que alguém coloque algo diferente no seu.
Estamos vivos?
Não se poupe.
Marcadores:
estamos vivos,
poupar,
vida,
viver
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Dos desafios diários
Dos desafios diários, o de hoje será entender que a resposta nunca é uma só.
E isso é estranho, pois estamos acostumados ao sim ou ao não. Pode até ser um talvez, mas ele perde o significado por ser definição.
A unicidade é brega, mas como toda música do Fagner, merece respeito.
Assim como merecem aqueles que querem ser isso e aquilo, que deixam-se habitar pelo masculino e pelo feminino, pelo bem e pelo mal e por aqueles que se sujeitam aos riscos de, pelo menos, saberem o que não são. O sim e o não fazem parte de nós e devia ser pecado renegar um deles.
Dos desafios diários, o de hoje será entender que as respostas não vêm, é preciso estar disposto a enxergá-las.
E isso é estranho, pois estamos acostumados ao sim ou ao não. Pode até ser um talvez, mas ele perde o significado por ser definição.
A unicidade é brega, mas como toda música do Fagner, merece respeito.
Assim como merecem aqueles que querem ser isso e aquilo, que deixam-se habitar pelo masculino e pelo feminino, pelo bem e pelo mal e por aqueles que se sujeitam aos riscos de, pelo menos, saberem o que não são. O sim e o não fazem parte de nós e devia ser pecado renegar um deles.
Dos desafios diários, o de hoje será entender que as respostas não vêm, é preciso estar disposto a enxergá-las.
Assinar:
Postagens (Atom)