Fiquei pensando naquele beijo que deixamos de dar. Naquele fim de semana que, com medo, deixei de lado te acompanhar. Em todas as coisas que aconteceram desde então. Nem sei por onde começar.
Eu amei outras pessoas, você também. Quebrei o meu coração, você também. Feri alguém profundamente e acho que você também.
Tive medo, fiquei doente, dei ótimas gargalhadas e passos tão corajosos que eu ainda não tive tempo de perceber o quão arriscados foram. Você aí, do outro lado, que reacendeu a dúvida com um gesto singelo, deve ter algumas histórias fascinantes pra contar e muitas outras para ouvir. Cada um de nós com um lado da história, com uma impressão da vida, com outro ponto para a mesma vista.
Mas, sabe, hoje eu sei que naquela época ainda não estava pronta. Sinto que você me observa e que tenta ler meus pensamentos e só por isso já ganha um pedaço da minha intenção. E aqui, em mim, a intenção é o que prepara o terreno pro amor, que permite ao coração apaixonar-se.
Não sei, às vezes eu tenho a sensação de que a nossa história é um roteiro de cinema enterrado na gaveta de algum grande cineasta, esperando ser achado para ser gravado como um projeto paralelo. Sabemos que, muitas vezes, projetos paralelos viram o centro de nossas vidas e você teria um potencial enorme de se tornar o antagonista do meu passado, revolucionando, com um só beijo, a história de dois lados se tornando um só.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
e o meu amor... é todo seu.
E toda vez que o vento me beija, fecho os olhos e penso em transcender.
Deixar todas essas migalhas de viver com muito e fugir pra dentro de mim.
O caminho mais difícil está entre o que transparecemos e o que somos.
Interpretamos papéis de nós mesmos quando nos deixamos abertos, vulneráveis perto do amor e, temendo esse sentimento, camuflamos o que somos com atitudes egoístas e mundanas, tentando provar para nós mesmos que somos menos, que ninguém deve esperar nada de nós, que ficar por perto é perigoso e dispensável.
Nessa confusão de papéis, deixamos nossa essência como coadjuvante e assumimos um protagonista forte, inatingível e que pouco se ocupa do outro.
Quantas vezes você já intuiu alguém e essa pessoa se mostrou uma mutação do que previu?
Acredito, sim, que iludimos a nós mesmos muitas vezes, mas em alguns raros casos, sabemos que estamos certos.
O que o outro mostra é o que ele vê ao seu redor.
Maquiamo-nos com defesas e pudores, cobrindo a essência com camadas e mais camadas alucinógenas, por acharmos que essa é a resposta que temos que dar ao mundo.
Acredito ainda mais em mim cada vez que observo alguém que amo ser incoerente consigo mesmo.
Não porque eu esteja isenta de fingir, mentir ou acreditar, mas por saber que posso confiar nos meus instintos e, cada vez mais, deixá-los aflorar para ter a resposta que desejo do que se passa fora. O amor nos deixa cegos, surdos e até um pouco idiotas, mas amplia o sexto sentido e permite a compreensão além do imaginado.
E você? Vai se permitir ser?
Eu continuarei tentando.
Deixar todas essas migalhas de viver com muito e fugir pra dentro de mim.
O caminho mais difícil está entre o que transparecemos e o que somos.
Interpretamos papéis de nós mesmos quando nos deixamos abertos, vulneráveis perto do amor e, temendo esse sentimento, camuflamos o que somos com atitudes egoístas e mundanas, tentando provar para nós mesmos que somos menos, que ninguém deve esperar nada de nós, que ficar por perto é perigoso e dispensável.
Nessa confusão de papéis, deixamos nossa essência como coadjuvante e assumimos um protagonista forte, inatingível e que pouco se ocupa do outro.
Quantas vezes você já intuiu alguém e essa pessoa se mostrou uma mutação do que previu?
Acredito, sim, que iludimos a nós mesmos muitas vezes, mas em alguns raros casos, sabemos que estamos certos.
O que o outro mostra é o que ele vê ao seu redor.
Maquiamo-nos com defesas e pudores, cobrindo a essência com camadas e mais camadas alucinógenas, por acharmos que essa é a resposta que temos que dar ao mundo.
Acredito ainda mais em mim cada vez que observo alguém que amo ser incoerente consigo mesmo.
Não porque eu esteja isenta de fingir, mentir ou acreditar, mas por saber que posso confiar nos meus instintos e, cada vez mais, deixá-los aflorar para ter a resposta que desejo do que se passa fora. O amor nos deixa cegos, surdos e até um pouco idiotas, mas amplia o sexto sentido e permite a compreensão além do imaginado.
E você? Vai se permitir ser?
Eu continuarei tentando.
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